VERDADES DA FÉ

Este post servirá como diário de frases relacionadas à formação intelectual:


“Os dons do Espírito Santo nos são dados como hábitos, para sermos movidos racional e voluntariamente às obras para as quais o Espírito nos dirige. Os que agem sob a moção do Espírito são movidos voluntariamente — não como servos, mas como livres, como que o querendo e por princípios inerentes, derivados, contudo, do Espírito —, impelidos àquelas operações que excedem o modo humano e ordinário. Por conseguinte, a disposição interior do homem espiritual é permanecer livre e voluntário na via do Espírito: daí que os que não se sentem expeditos e livres para as coisas do Espírito e para privar-se de comodidades e delícias, não são movidos e impelidos pelos dons do Espírito Santo eficaz e perfeitamente.”
— João de Santo Tomás, O.P., De donis Spiritus Sancti

“Eu, de fato, entendo que o primeiro sinal de um espírito bem formado consiste em ser capaz de parar e de coabitar consigo mesmo.”
— Sêneca, Epistulae morales ad Lucilium, II

“Com efeito, quem quer que queira viver perfeitamente, não deve fazer outra coisa senão desprezar o que Cristo desprezou na cruz, e apetecer o que Cristo apeteceu. Pois nenhum exemplo de virtude está ausente na cruz.”
— Santo Tomás de Aquino, Expositio in Symbolum Apostolorum, a. IV

“[...] os pitagóricos e os platônicos disseram corretamente que a Filosofia é assimilação a Deus (assimilatio ad Deum), ou ainda contemplação da morte (mortis contemplatio), entendendo-se por ‘morte’ a abstração das coisas corruptíveis e das paixões do apetite sensitivo, sem a qual é impossível contemplar doce e tranquilamente a verdade Universal, tanto no causar (in causando) quanto no ser (in essendo).”
— Santiago Ramírez, O.P., De ipsa philosophia in universum, vol. I, I p., c. 2, a. 1, § 2

“A vontade e o intelecto comparam-se de tal modo que a vontade excede [o intelecto] em certas propriedades, a saber, na razão de movente quanto ao uso, e quanto à liberdade; e, não obstante, o intelecto é simpliciter mais perfeito. Similarmente, a visão e o amor comparam-se com respeito a Deus, pois o amor excede [a visão] na razão de movente e ordenador de todas as coisas em Deus como fim; e, não obstante, a visão simpliciter supera [o amor] na razão de manifestar a excelência divina, e de causar e dirigir o próprio amor.”
— Francisco Suárez, S.J., De ultimo fine hominis, disp. 7, sect. 1, n. 56

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