POEMA - TUDO SE TRANSFORMA
Você já sentiu que certos lugares carregam uma presença que já foi embora? Já teve a impressão de que uma praça vazia ainda está esperando alguém?
Escrevi esse poema num daqueles momentos em que o coração carrega um buraco enorme, cheio de um vazio agoniante. Creio que é justamente nesses instantes de solidão que a consciência martela os sentidos e interpreta a realidade com mais clareza. É aí que conseguimos criar uma arte fidedigna. Quando alguém que caminhava comigo decidiu parar, enfrentei uma tristeza silenciosa. Eu não me achava melhor que todos para merecer a atenção dessa pessoa, mas a estimava profundamente. Visitamos praças, passeamos em bosques e nos perdemos em nós mesmos. O que ficou foram memórias suaves: nem raiva, nem mágoa — só aquela sensação de que a ausência também tem cheiro, cor e lugar. O poema é sobre isso: Transformação. O que permanece mesmo quando tudo muda e o que muda quando tudo permanece.
Convido aqui a essa leitura:
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